Evento reuniu projetos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
A Pró-reitoria de Extensão, divulgou nesta sexta-feira (28), os vencedores do Hackathon 2026, dois grupos do Campus Poços de Caldas conquistaram colocações no pódio, ficando em 1º e 3º lugares. O tema principal do evento era Desafio ODS, a iniciativa que integra inovação e compromisso social sob o lema inovar hoje, transformar o amanhã. O evento reuniu estudantes, professores e técnicos de diferentes Campi e áreas do conhecimento em torno do desenvolvimento de soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A primeira colocação ficou com o grupo Eletricidade sem Barreiras, formada por André Neri Rodrigues, Prof. Dr. Celso Iwata Frison, Flávio Junior Paulino, João Batista de Morais Filho, Tálisson de Souza Barbosa e Ygor Massuete Alves, do curso de Engenharia Elétrica.
O grupo desenvolveu um projeto para pessoas com deficiência visual, com o objetivo de auxiliá-las a aprender um pouco mais sobre eletricidade, através da criação de placas táteis em braille e produção de áudio descrições, tornando o ensino da matéria mais inclusivo.
O Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica, Prof. Dr. Celso Iwata Frison, que foi um dos orientadores do grupo junto ao Prof. Tálisson, explicou que o projeto contou com o apoio da Associação de Assistência aos Deficientes Visuais (AADV) de Poços de Caldas para chegar ao produto final.
Celso destacou estar feliz com a premiação e pelo reconhecimento do trabalho “O principal de tudo, é saber que nós estamos levando conhecimento para pessoas que a princípio não tinham tanta facilidade de aprender dentro de algumas áreas do conhecimento, uma delas sendo a eletricidade.”
Já o terceiro lugar, foi ocupado pelo curso de Biomedicina, com a equipe Resíduo Zero, integrada por Profa. Ana Paula Valverde, Profa. Dra. Ana Paula Brescancini Rabelo, Profa. Isabela Bacelar de Assis, Felipe Pereira de Oliveira, Carolina Franco Ferreira e Luísa Todescato de Andrade.
O projeto desenvolvido pelo grupo levou em conta o problema da produção de resíduos plásticos no mundo e seu tempo de decomposição que pode chagar a 400 anos, trazendo para o local, na região do Sul de Minas e pensando em alternativas biodegradáveis. A equipe sabia de uma cidade que fica a 60 Km de Poços de Caldas, chamada Ipuiuna, que possui uma ampla produção de batatas e que os resíduos podem ser utilizados para desenvolver bioplástico, a partir do amido.
O processo de produção do bioplástico da batata é feito do processo que envolve extrair o amido da batata, misturá-lo com ingredientes como vinagre e glicerina e depois aquecer a solução para formar um filme biodegradável. Este bioplástico tem potencial para substituir plásticos convencionais por ser uma alternativa sustentável que se decompõe na natureza, levando em torno de 40 a 180 dias para se decompor em condições favoráveis.
A Profa. Dra. Ana Paula Brescancini Rabelo, afirmou ter ficado feliz com a colocação no pódio, “Foi a minha primeira experiência em um evento como o Hackathon. Então, eu acho que foi uma experiência incrível. A gente se empenhou muito, os alunos se dedicaram muito, eles estavam empolgados, animados e acho que isso é um reflexo de toda essa dedicação que nós tivemos.”
Os ganhadores serão agraciados na cerimônia oficial de premiação, que acontece no auditório 3 - Prédio 43, do Campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, no dia 5 de dezembro.







